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Milho em alta em plena colheita e incertezas para o 2º giro de confinamento

por | 9 ago, 2018

Por Douglas Coelho

O destaque no mercado de commodities agrícolas nos últimos dias tem sido o milho. Isso é inegável! Os preços do cereal engataram em tendência de alta em plena colheita da safrinha e acumulam valorização de 13,6% nos últimos 30 dias. A redução de produtividade em alguns estados, a disparidade entre os ritmos da colheita e a força do dólar são os fatores por trás desta dinâmica.

Olhando este cenário e associando à dificuldade atual de compra de boi gordo no mercado físico, parte dos participantes do mercado levanta também alguma incerteza da disponibilidade de animais para os primeiros meses do segundo giro de confinamento. Isso como se não bastassem as incertezas relacionadas a questão fiscal e a corrida eleitoral do Brasil.

No entanto, a rota de quem já fechou estes animais no cocho dificilmente pode ser alterada ao longo nessa altura do campeonato.

Neste sentido, alguns pecuaristas mais conservadores e com uma visão otimista para o segundo semestre de 2018 tem utilizado uma estratégia interessante. Sabendo qual o número de arrobas produzidas no 2º giro e com o termo já feito com o frigorífico, este perfil tem comprado calls (seguro de alta), aproveitando os dias de baixa do mercado futuro do boi gordo.

Apenas como um exemplo e com base no preço do mercado futuro de hoje (lembrando que isso são ideias das cotações e a janela de oscilação é rápida), o seguro de alta para outubro/18 com strike de R$155,00/@ gira ao redor de R$0,90/@ de prêmio, ao passo que o de R$156,00/@ aproximadamente em R$0,70/@, nas mesmas condições. A vantagem do mercado de opções é poder “customizar” operações de acordo a necessidade do produtor, desde que ele esteja confortável com custo do prêmio.

Desta maneira, o pecuarista tem a venda dos animais previamente acordada com a indústria que tem melhor relacionamento, com a data/preço do abate fixados e mesmo assim ainda poderia aproveitar uma valorização da arroba caso ultrapasse a barreira do strike.

***Texto originalmente publicado no informativo pecuário semanal “Boi & Companhia” da Scot Consultoria***