Fale conosco: +55 11 3181 8700 /     atendimento@radarinvestimentos.com.br      radarinvestimentos

logotipo radar investimentos

Dê um primeiro passo e receba um convite de abertura de cadastro

Dê o primeiro passo e receba
um convite de abertura de cadastro



Dê o primeiro passo e receba
um convite de abertura de cadastro

Confinamento em 2018 refletirá relação de troca nenos favorável com grãos

por | 22 ago, 2018

São Paulo, 22/08/2018 – O pecuarista de São Paulo está desembolsando mais para adquirir milho para ração. Cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que de janeiro a agosto o poder de compra do criador em relação a milho, principal insumo da alimentação animal, caiu 21,5%. “Enquanto no início do ano produtores paulistas conseguiam comprar 17,92 quilos de milho com a venda de 1 quilo de boi gordo, neste mês (agosto) adquirem apenas 14,07 quilos do cereal”, diz o Cepea em nota. “Vale ressaltar, no entanto, que em julho houve um aumento pontual no poder de compra – que chegou a 15,23 quilos de milho/quilo de boi -, o que esteve relacionado justamente à alta no preço da arroba no mês e à desvalorização do cereal.”

Conforme o Cepea, quando analisada a relação de troca num período mais longo, de 2004 a 2018 (com preços deflacionados pelo IGP-DI – base julho/18), a média da troca de boi/milho é de 14,75 quilos. Assim, a relação de troca deste mês de agosto/18 está 4,62% abaixo da média dos últimos 14 anos, enquanto a de julho/18 chegou a ficar 3,24% acima.

Para o farelo de soja, a queda no poder de compra chega a 25,7%. “No início do ano (janeiro), com um quilo do boi gordo, o pecuarista conseguia comprar 9,72 quilos de farelo, ao passo que, em agosto, 7,23 quilos. Fazendo a mesma análise em relação ao farelo de soja para um período mais longo (de 2004 a 2018, com valores deflacionados), a média da relação boi/farelo é de 8,05”, diz o centro de pesquisas. “Isso mostra que, neste mês de agosto/18, a relação está pior em 10,18% frente à média histórica do período.”

Milho e farelo de soja, representam, em média, 20% do custo do confinamento, e o mercado de reposição, 70%. Em julho, o preço do boi magro em São Paulo caiu 2,16% na comparação com a média de junho/18, a R$ 1.855,57/cabeça, conforme o Cepea. Em agosto, a média subiu para R$ 1.902,33, alta de 5,47% frente ao mês anterior.

Já para o bezerro, a média do Indicador Esalq/BM&FBovespa (Mato Grosso do Sul) foi de R$ 1.163/cabeça em julho/18, queda de 1% frente ao mês anterior. Em agosto/18, a média voltou a subir, a R$ 1.171,54. (Fonte: Broadcast)