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Boi: pesquisador da Embrapa vê maior reconhecimento da pecuária brasileira pós-pandemia

por | 3 jun, 2020

Por Ariosto Mesquita, especial para a Agência Estado

Campo Grande, 03/06/2020 – A pecuária brasileira deve se fortalecer em termos globais após a pandemia do novo coronavírus, segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Corte Guilherme Cunha Malafaia. “Até agora, durante toda esta crise que envolve saúde e economia, em nenhum momento deixamos de atender nossos compradores. E isso dá um peso muito grande na reputação de toda a cadeia produtiva brasileira”, disse durante a live “Tendências globais para o mercado da carne bovina pós-pandemia da Covid-19”, realizada nesta quarta-feira pelo Canal do Boi.

Malafaia considerou, entretanto, que a confiança exigirá foco sobre outros aspectos de produção, como a sustentabilidade. “A indústria deverá intensificar as exigências de adoção de boas práticas por parte dos pecuaristas fornecedores, pois os mercados irão considerar ainda mais este aspecto”, disse. Ele enxerga a possibilidade de se consolidarem novas fontes de recursos para os produtores: “O mercado de carbono, por exemplo, tenderá a se regulamentar para remunerar os sistemas mais sustentáveis e que produzam com qualidade”, afirmou.

Na sua opinião, o processo produtivo da carne bovina usará mais recursos digitais, considerada a necessidade de tecnificação do setor. “Um estudo recente indica que quase 60% dos pecuaristas brasileiros ainda não fazem planejamento estratégico. As ferramentas digitais serão fundamentais para mudar isso”, afirmou. “Creio, inclusive, que até que unidades de medida deverão ser trocadas. O indicador ‘hectare’, por exemplo, poderá dar lugar ao indicador ‘metro quadrado’, atendendo à demanda de se produzir cada vez mais e em menor espaço”, prevê.

Em relação ao mercado chinês, Malafaia avalia que nos próximos anos a China continuará sendo o maior comprador de carne do Brasil.