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Guedes: ideia é que auxílio emergencial se extingua no fim do ano

por | 23 nov, 2020

Por Lorenna Rodrigues e Idiana Tomazelli da Agência Estado

Brasília, 23/11/2020 – O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o auxílio emergencial deverá ser extinto no fim do ano com o recuo dos casos de covid-19 no Brasil. “Os fatos são que a doença cedeu bastante e a economia voltou com muita força. Do ponto de vista do governo, não existe prorrogação de auxílio emergencial”, afirmou o ministro, em evento virtual organizado pela Empiricus.

Guedes disse que vai atuar com “evidências empíricas” e que há muita pressão política pela prorrogação do auxílio emergencial. “Estamos preparados para reagir, mas não adianta criar fatos que não existem. Se tiver segunda onda [da pandemia], já sabemos como reagir, o que funcionou e o que não funcionou, sabemos o nome dos beneficiários que realmente precisam”, completou.

Depois de fracassarem os planos da equipe econômica de criar um novo programa de renda básica a ser iniciado após o fim do auxílio emergencial – que foi batizado de Renda Brasil, mas acabou rejeitado pelo presidente Jair Bolsonaro – Guedes disse que a renda mínima é de “outra família” e não tem a ver com a pandemia.

“Falamos desde a campanha presidencial de um programa de renda básica. Existe no programa o Renda Cidadã, mas tem que ser fiscalmente sustentável e não tem a ver com pandemia. Renda básica é da família das reformas estruturantes, não é emergencial”, afirmou.

O ministro admitiu que a equipe queria que o Renda Brasil fosse uma “aterrissagem” para o auxílio emergencial, mas que houve “mal entendidos”. Ele citou a frase de Bolsonaro que disse que “não iria tirar do pobre para dar para o paupérrimo” ao rejeitar estudos da Economia que sugeriam cortar reajuste de aposentados para custear no novo programa de transferência de renda.

Guedes disse ainda que, enquanto o auxílio emergencial foi criado para manter a renda de trabalhadores informais, o Brasil conseguiu preservar empregos formais na comparação com outros países e deve encerrar o ano com cerca de 300 mil vagas a menos do que em 2019. “O Brasil foi uma das economias mais bem sucedidas do mundo em manter emprego formal”, completou.