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J.P. Morgan acredita em ‘nirvana’ para mercados acionários em 2021

por | 9 dez, 2020

Por Valor Econômico

Após um período de prolongadas incertezas, marcado pelas tensões comerciais entre EUA e China, a pandemia de covid-19 e as eleições americanas, o cenário para os investidores ficou mais claro recentemente, o que deve abrir caminho para uma forte alta das ações americanas em 2021.

Essa é a previsão do J.P. Morgan, que espera que o S&P 500 atinja os 4 mil pontos no início do ano e que tem como cenário-base o índice amplo de ações de Nova York aos 4,4 mil pontos no fim do ano que vem.

“Esperamos um cenário de ‘nirvana’ para as ações e que o rali no primeiro semestre de 2021 continue, impulsionado pela recuperação dos lucros corporativos e expansão dos múltiplos. Esperamos que o próximo ano seja carregado, com a maior parte do crescimento do mercado ocorrendo nos primeiros seis meses do ano”, afirma a equipe de estratégia quantitativa, de derivativos e macroeconomia global da instituição.

São muitos os motivos listados pelo banco para justificar o cenário positivo para as ações. Entre eles estão a expectativa de continuidade da política monetária frouxa nos Estados Unidos e um novo pacote de estímulos fiscais no curto prazo, que deve, nas estimativas do J.P. Morgan, ficar entre US$ 700 bilhões e US$ 900 bilhões.

Além disso, a distribuição de vacinas e a flexibilização de medidas de restrição à mobilidade e à economia devem impulsionar os lucros, dar força ao mercado de trabalho e estimular a recuperação do ciclo de negócios. Paralelamente, a queda do dólar será um vento favorável significativo para os lucros das companhias multinacionais nos próximos trimestres e para as condições gerais de liquidez.

Ao mesmo tempo, “as empresas devem começar a liberar o excesso de caixa de seus balanços a partir do próximo ano, revitalizando os investimentos, fusões e aquisições, retornos de capital e reduzindo dívidas – fatores positivos para os lucros e múltiplos”, dizem os estrategistas do J.P. Morgan.

A instituição espera ainda cerca de US$ 1 trilhão de fluxo para ações em 2021, impulsionado por entradas sistemáticas, posicionamento de fundos de hedge, demanda de investidores do varejo, recompra de ações, e de um movimento de rotação para ações.

Somado a esses fatores, o resultado das eleições americanas foi o mais favorável para os mercados, na visão do banco americano.

“O resultado de um Congresso dividido reduz significativamente o risco de impostos mais altos e aperto regulatório e aumenta a probabilidade de diminuição das tensões comerciais globais e da reversão de algumas tarifas existentes”, dizem os economistas.

Logo, o segundo turno das eleições para o Senado, na Geórgia, que ocorrerá no mês de janeiro, é considerado um risco de curto prazo para o cenário otimista para os mercados.

“A perda inesperada de ambas as cadeiras republicanas poderia provocar um resultado de “onda azul leve”, o que representaria alguma desvantagem para as ações e reintroduziria o risco de políticas anti-crescimento, ou seja, de aumento de impostos”, afirmam os estrategistas da instituição financeira.

Como riscos de médio e longo prazo, a equipe do J.P. Morgan aponta que perturbações podem ocorrer se o Federal Reserve decidir diminuir a liquidez nos mercados, anunciando uma diminuição de seus programas de compras de ativos. “Quando o Fed sinalizar alguma reversão, veríamos isso como um evento de aversão ao risco”, dizem.

Por fim, outro cenário que deve ser monitorado, na visão dos analistas, é o de alta na inflação. “O mercado espera algum avanço do componente cíclico da inflação, que deve ocorrer junto com a expansão do ciclo em 2021”, diz o J.P. Morgan.

No entanto, segundo o banco, no longo prazo, o risco de aumento estrutural na tendência da inflação pode ser maior hoje do que foi em qualquer momento nos últimos 25 anos.

“A enorme injeção de dinheiro, o QE, a tolerância explícita do Fed por uma inflação mais alta e a grande dívida pública representam um risco e podem ter implicações negativas significativas para o valuation e os múltiplos das ações e de muitas estratégias quantitativas que foram programadas em um ambiente de inflação baixa”, dizem os estrategistas.