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Nuvens negras para as Indústrias

por | 30 jan, 2021

Por Leandro Bovo da Radar Investimentos

O mercado físico de boi gordo segue com a queda de braço cada vez mais ferrenha entre produtores e indústrias devido á baixíssima oferta de gado em todas as regiões produtoras do Brasil. Quem tem ganhado a queda de braço nas últimas semanas tem sido o produtor, já que aos poucos as indústrias têm sido obrigadas a ceder e pagar, mas pelos poucos lotes de boi gordo disponíveis para o abate. Os preços na praça paulista se alinharam ao redor dos R$ 300/@ e nem mesmo essa alta foi suficiente para trazer mais oferta ao mercado.

A resistência das indústrias à novas altas não ocorrem sem motivo, já que a dificuldade em repassar o aumento de preços para o atacado e varejo no mercado interno tem sido enorme. Além disso, as exportações estão rodando num ritmo abaixo do verificado em jan20, refletindo os efeitos da pandemia e da alta de nosso produto no mercado externo.

Essa situação difícil ganhou mais um fator negativo no caso das indústrias de São Paulo, que foi o aumento da alíquota de ICMS de 7% para 13,30% nas vendas de carne para os varejistas optantes pelo Simples Nacional a partir do dia 15 de janeiro, causando um aumento potencial de até 6,3% no preço do produto ao já machucado consumidor final.

Para completar a situação, temos também os diferenciais de base que seguem fechando, com os preços das diversas praças pecuárias se aproximando dos preços de São Paulo, deixando pouca ou praticamente nenhuma margem de manobra para os frigoríficos tentarem segurar as altas no mercado.

Conforme o exposto acima, haveria motivos de sobra para alguém ficar pessimista com os preços do boi gordo, porém existe um fator que está se sobressaindo sobre todos os outros que é a total falta de oferta e essa situação não será resolvida no curto prazo. Existe um ditado antigo que diz que há momentos em que boi é boi e carne é carne, enfatizando que em momentos de falta de oferta como o atual, nem mesmo as dificuldades de venda da carne conseguem segurar a tendência altista. Provavelmente estamos passando por um momento desses agora, e até que começarem a aparecer os primeiros lotes de boi de pasto isso não será revertido.

***Texto originalmente publicado no informativo pecuário semanal “Boi & Companhia” nesta última quinta-feira (28/jan) da Scot Consultoria***