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Pressão baixista no físico!

por | 9 maio, 2021

Por Leandro Bovo da Radar Investimentos

A safra finalmente resolveu dar as caras de forma mais relevante em São Paulo e Goiás e depois de um longo período de dificuldade de compras as indústrias voltaram a apresentar escalas confortáveis como há muito tempo não se via. A imensa seca que se instalou nas regiões produtoras antes do que o normal foi o gatilho para o aumento da pressão vendedora e consequentemente o início da pressão baixista no mercado.

Além do clima, outro fator que tem contribuído para esse movimento foi o dólar, que após meses seguidos de alta resolveu vir testar as mínimas do ano, operando abaixo dos R$ 5.30, como pode ser observado no gráfico abaixo.


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Com esses dois fatores jogando contra, o mercado futuro também entrou em trajetória baixista, com maio recuando R$ 9,00/@ dos R$ 311,50 para s atuais R$ 302,50. Os contratos mais longos também recuaram, porém em menor intensidade com out21 recuando da máxima de R$ 335,00 para os atuais R$ 329/@, aumentando assim o diferencial maio x out para R$ 28/@. A parte boa da queda do dólar foi que deu também um certo alívio nas cotações futuras do milho, com o contrato de set21 recuando R$ 4,00/sc para os atuais R$ 100,50/sc.

Na primeira onda de aumento de oferta, ocorrida na semana passada, a postura das indústrias foi muito mais no sentido de alongar as escalas de abate do que de exercer maior pressão baixista no mercado, porém ao longo dessa semana com a oferta seguindo aumentando, foi possível impor recuos nas cotações. Apesar desse movimento assustar num primeiro momento, é necessário colocá-lo em perspectiva para não se tomar decisões precipitadas. A máxima histórica do boi gordo em São Paulo foi nos R$ 320,00/@ no dia 14/04, de lá pra cá, ele  recuou para os atuais R$ 307,50, uma queda de 4%, que é pouquíssimo relevante se considerarmos que estamos terminando a safra com pior índice de chuvas dos últimos anos.

Nos próximos dias, a pressão baixista deve ser grande já que as escalas seguem confortáveis e o dólar deve continuar pressionado, quem tem boi gordo pronto e não tem mais pasto para segurar não vai ter muita alternativa a não ser ceder aos preços menores da indústria. É muito difícil antecipar quanto tempo vai durar essa saída do gado de pasto, mas uma vez ela seja dissipada a realidade da menor oferta deve voltar a prevalecer e com ela a firmeza dos preços. Vamos ver até onde essa pressão levará o mercado físico nas próximas semanas.