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Derivativo sem ativo…

por | 9 set, 2021

Por Leandro Bovo da Radar Investimentos

O mercado futuro de boi gordo vem enfrentando momentos de muita turbulência nas últimas semanas, com fatores como os casos atípicos de EEB, “greve branca” dos fiscais agropecuários, ameaça de greve dos caminhoneiros, apenas para citar os mais relevantes.

Nesse contexto o contrato de out/21 saiu do patamar de R$ 323,00/@ para as mínimas de R$ 291/@, depois retomou aos R$ 310,00/@ e até o meio-dia do pregão de 09/09 era negociado ao redor dos R$ 299,00/@.

A violência do movimento é tão grande, que se pegarmos a máxima e a mínima do pregão de 06/09 tivemos uma diferença de R$ 18,50/@ num mesmo dia!!! E isso tudo com um volume de negócios muito acima a média histórica para o boi gordo.

Para ilustrar melhor o chacoalhão que o mercado tomou, podemos analisar a precificação da volatilidade do contrato futuro de boi out/21. Sem entrar nos detalhes técnicos da matemática por trás desse número, o gráfico abaixo nos dá uma noção boa da violência do movimento.


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Além dos motivos elencados no começo do texto, um dos fatores que levaram á essa enorme variação de preços foi a ausência de referência do mercado físico nos últimos dias.

O contrato futuro de boi gordo na B3 é um derivativo, cujo valor deriva do preço de um ativo (no caso boi gordo), quando o ativo que dá lastro ao contrato não tem preço definido, as oscilações do mercado futuro tendem a ser erráticas e muitas vezes aleatórias, ocorrendo ao sabor de stops ou pressões compradoras e vendedoras sem nenhuma conexão com o mercado físico.

Não é comum esse tipo de variação durar por muito tempo no boi gordo e á medida que as indústrias voltem a dar preço no mercado físico a tendência é que essa nova referência volte a balizar as cotações do mercado futuro. Enquanto essa referencia não vem, “apertem os cintos pois o piloto sumiu”…