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Boi gordo: mercado firme para março!

por | 1 mar, 2019

As chuvas finalmente voltaram na maioria das regiões produtoras do Brasil, e com elas a melhora nas pastagens e a maior força do pecuarista em segurar os lotes em engorda trazendo mais firmeza ao mercado. Essa situação se traduziu em escalas de abate muito curtas e dificuldade de compras que ditam o ritmo de mercado atualmente. A resistência por elevar as ofertas de compra ainda é bastante grande por parte das industrias, mas aos poucos a realidade vai se impondo e os preços tem trabalhado em alta no Brasil inteiro.

 Colaborando ainda mais com o ambiente de mercado firme, as exportações mantiveram o bom ritmo de embarques das duas primeiras semanas de fevereiro, atingindo até o dia 22/2 mais de 100 mil toneladas embarcadas. Esse bom ritmo e a dificuldade de compra de boiadas ajudou a deixar o mercado interno enxuto mantendo os preços mesmo no meio do mês, onde a demanda tradicionalmente é menor e os preços tendem a recuar.

 O Indicador Esalq à vista de São Paulo tem tido uma enorme dificuldade em refletir essa realidade do mercado físico, já que devido as suas limitações metodológicas ou à dificuldade de se obter reportes de negócios junto aos pecuaristas as suas cotações nas últimas semanas ficaram estáveis e ainda não mostraram altas significativas. Mas independente disso, o ambiente altista deve prevalecer ao longo do mês de março, já que além de estarmos às vésperas do carnaval, com menos dias de abate e maior consumo, a previsão é que as chuvas continuem abundantes nas regiões produtoras. Acompanhe na previsão abaixo:


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Caso o ambiente altista realmente prevaleça e o mercado futuro reaja com aumentos nas cotações, essa será uma excelente oportunidade para se montar operações de proteção para o final da safra, onde tradicionalmente existe uma maior pressão baixista. A baixa volatilidade do mercado futuro ultimamente barateou demais o custo de seguros de preço mínimo. Os últimos negócios do maio R$148 put foram ao redor de R$1,00/@. Caso a alta esperada em março se confirme, o custo pode cair ainda mais abrindo excelentes alternativas para esse final de safra.

***Texto originalmente publicado no informativo pecuário semanal “Boi & Companhia” da Scot Consultoria***