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Estatais do Ibovespa perdem R$ 42 bilhões com ‘efeito Petrobras’

por | 12 abr, 2019

(Notícia publicada no jornal Valor Econômico)

SÃO PAULO  –  Conturbada e com novos desdobramentos negativos, o ambiente político no Brasil força o investidor a reduzir exposição não só na Petrobras, mas em outras públicas listadas na B3. Juntas, as estatais do Ibovespa perderam R$ 42 bilhões de valor de mercado em um só pregão até agora — hoje, elas estão entre os piores desempenhos do índice.

Às 17h, Petrobras ON recuava 8,54%, enquanto a PN cedia 7,75%. Entre os bancos, a baixa mais forte é de longe do Banco do Brasil (-3,17%), contra quedas menos abruptas em Bradesco (-1,46% a ON e -1,16% a PN) e Itaú Unibanco (-1,32%).

A Eletrobras também é destaque negativo do dia, com baixa de 4,21% a ON e 4,61% a PNB. Ainda entre as companhias públicas de capital misto do índice, as estaduais Cemig (-2,90%) e Sabesp (-3,38%) também recuam.

Juntas, essas companhias valiam R$ 627,2 bilhões em bolsa ontem. Hoje, elas passaram a valer R$ 585,2 bilhões.

Duas notícias atormentam o mercado e sobretudo as companhias públicas, que são mais ligadas à cena política. O dia já começou ruim com a notícia de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) estendeu por 60 dias investigação contra o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), evento visto como um risco para a tramitação da reforma da Previdência. A investigação apura suposta propina de R$ 1,4 milhão paga pela Odebrecht ao parlamentar e atinge também o pai dele, o ex-prefeito do Rio e vereador Cesar Maia.

O mercado também abriu com a notícia de que a Petrobras recuou da decisão de subir em 5,7% o preço do diesel, agora sabidamente por recomendação do presidente Jair Bolsonaro em telefonema para o presidente da companhia, Roberto Castello Branco. A atuação de Bolsonaro trouxe à tona a lembrança dos momentos de ingerência de governos passados e força um ajuste forte de posição na renda variável.