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Boi gordo: Déjà vu parte 3

por | 6 jun, 2019

Por Douglas Coelho da Radar Investimentos

A situação que o mercado do boi gordo está vivendo neste momento não é nova. Aliás, não precisa ter memória boa para buscar os fatos.

O caso de um evento priônico atípico divulgado pela imprensa na semana anterior também já foi solucionado em 2012 e 2014. Principalmente, o caso de 2014 foi muito parecido com o atual.

Isto porque o animal já possuía uma idade avançada (12 anos em 2014 e 17 anos em 2019) e não está relacionado à ingestão de alimentos contaminados (o confirmado em 2012 também não). Além disto, dentro do contexto de 2014, estávamos próximos da desova de animais de safra e havia uma determinada expectativa positiva com as exportações no segundo semestre, como atualmente.

O título deste texto simboliza isto. A expressão Déjà vu significa “Eu já vi”, faz referência a experiência que se teve com as mesmas pessoas, local ou momento.

O MAPA agiu rápido, com informações claras e atendendo ao protocolo firmado entre o Brasil e a China, com as suspensões temporárias. Outro ponto, a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) determinou no início desta semana (3/jun) o encerramento oficial do caso sem nenhuma alteração do status sanitário brasileiro. Ou seja, segue como risco insignificante para a doença.


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O mercado é dinâmico e o que ocorreu no passado não é garantia que deve ocorrer adiante. No entanto, olhe as duas figuras, da arroba no físico, em 2012 e 2014. Após o fato, as cotações ficaram pressionadas, mas ganharam tração de acordo com a dinâmica da entressafra, com destaque entre o final de julho e agosto.

Hoje, no mercado físico, parte das indústrias voltaram aos negócios em meados desta semana, ofertando menos do que faziam antes da notícia. É importante salientar que o volume de negócios foi bem limitado nos atuais níveis. Reflexo disto são as escalas de abate em São Paulo, que possuem espaços a serem preenchidos desde o dia 11 até 17 de junho.

Já no mercado no futuro, o noticiário turbulento manteve a volatilidade elevada, principalmente para o contrato de out/19. Todos os olhos do mercado estão atentos à resolução das tratativas com a China, que, se solucionada de maneira rápida, tem potencial para adicionar mais uma pitada de oscilação nos preços.

***Texto originalmente publicado no informativo pecuário semanal “Boi & Companhia” nesta última quinta-feira (6/6) da Scot Consultoria***