Fale conosco: +55 11 3181 8700 /     atendimento@radarinvestimentos.com.br      radarinvestimentos

logotipo radar investimentos

Dê um primeiro passo e receba um convite de abertura de cadastro

Dê o primeiro passo e receba
um convite de abertura de cadastro



Dê o primeiro passo e receba
um convite de abertura de cadastro

Arroba em dólares

por | 20 fev, 2020

Por Leandro Bovo da Radar Investimentos

Depois das altas recentes, o mercado de boi gordo parece que alcançou um patamar de equilíbrio que possibilitou algum conforto nas escalas das indústrias, sem a necessidade de altas maiores nos preços. Os preços entre R$200,00/@ e R$205,00/@ em São Paulo foram suficientes para “tirar a corda do pescoço” e possibilitar programações menos apertadas.

O destaque do ano até agora no mercado financeiro é o movimento de alta do dólar, que segue sem parada, renovando máximas dia após dia e se aproximando cada vez mais dos R$4,50. A cotação atual está em R$4,39, uma alta de quase 10% apenas em 2020.

A boa notícia para a cadeia produtiva da carne bovina é que uma alta de 10% no dólar equivale a nossa carne ficando 10% mais barata no mercado internacional, considerando-se que o preço em dólares por tonelada tenha se mantido constante. Acompanhe na figura 1 a cotação da arroba de São Paulo em dólares desde janeiro 2014 até agora.


200220_arroba_em_dolares_dg-7643423

Após a explosão de preços em novembro e dezembro, a alta do dólar e a queda do preço do boi gordo trouxeram novamente a arroba em dólares para o patamar de U$S44,50/@, praticamente o mesmo valor da média do período analisado. Esse retorno à média veio em muito boa hora, já que a guerra comercial China x EUA caminha para uma solução amistosa e, em tese, a carne bovina americana fará maior concorrência para a carne brasileira naquele mercado.

A expectativa com relação às exportações brasileiras já era muito positiva para 2020 e agora com a alta mais forte do dólar passa a ser ainda melhor. Esse fator, que pode ser ampliado caso a China retome o ritmo de compras do fim de 2019, será um dos principais drivers para a precificação do boi gordo em 2020.

***Texto originalmente publicado no informativo pecuário semanal “Boi & Companhia” nesta última quinta-feira (20/fev) da Scot Consultoria***