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Baixo para roçar e alto para carpir

por | 5 mar, 2020

Por Douglas Coelho da Radar Investimentos

A volta do carnaval no mercado financeiro brasileiro foi intensa. Com os mercados fechados em função do feriado e as notícias frequentes sobre o coronavírus, os investidores rapidamente corrigiram sua exposição ao risco.

A volatilidade dos preços não ficou limitada apenas nas bolsas, também refletiu nos agrícolas, principalmente no milho.

Apenas um resumo simples, para quem não está familiarizado com o termo, a volatilidade é o quanto mais o preço de um ativo/commodity oscila em um período curto. Por isto, a volatilidade também é uma medida de risco. 


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Com o agricultor focado na colheita da soja e uma semana anterior vazia de negócios, o consumidor do cereal teve que pagar preços maiores para se abastecer. Mesmo com parte das consultorias aumentando as estimativas de produção em 2020, em fevereiro ante janeiro, os contratos mais curtos da B3 ganharam tração.

No mercado físico do boi gordo, a situação é diferente. O título deste texto faz referência ao sentimento do mercado físico do boi gordo durante meados desta semana.

De um lado, o pecuarista contou com chuvas acima da média até mesmo no início de março. Além disto, os preços das categorias mais jovens no mercado de reposição não têm aliviado na maioria das praças. Esta combinação não tem incentivado o produtor negociar volumes relevantes de boiadas prontas, apenas o necessário.

Por outro lado, a indústria na defensiva. O volume das exportações de fev/20 ficou 5,5% menor em relação a jan/20 e 4,2% abaixo do mesmo período do ano passado. Este recuo anual aconteceu mesmo com a habilitação das 19 plantas para a China no final de 2019. Olhando para o mercado interno, mesmo que o cenário seja positivo em relação aos anos anteriores, as mudanças de consumo das famílias ocorrem de maneira lenta. Estes fatores limitam a indústria a pagar preços acima da referência.

Diante de vários fatores em tão pouco tempo, os próximos dias serão interessantes de serem acompanhados. As alterações das projeções do PIB, a virada de um período chuvoso para mais seco e o encerramento da colheita no campo ainda podem trazer mais volatilidade.

***Texto originalmente publicado no informativo pecuário semanal “Boi & Companhia” nesta última quinta-feira (5/mar) da Scot Consultoria***