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Varejo recupera patamar pré-pandemia em junho, puxado por alimentos e bebidas, aponta IBGE

por | 12 ago, 2020

Por Valor Econômico

O conjunto do varejo restrito, que não considera veículos e materiais de construção, recuperou, em junho, o patamar do volume de vendas de fevereiro, mês anterior à pandemia. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que publicou hoje sua Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

As vendas do comércio varejista em junho cresceram 0,1% na comparação com fevereiro deste ano, último mês sem as restrições impostas pelo isolamento social.

Esse resultado, explicou o gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos, foi puxado pela atividades supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumos que, considerada essencial, foi pouco afetada pela pandemia, com queda na margem em abril (-11,6%), mas duas altas seguidas em maio (+7,2%) e junho (0,7%).

No ano, a atividade acumula alta de 5,4% e, em 12 meses, 3,1%. Em junho, a atividade ficou 8,9% acima do patamar de fevereiro desse ano. O IBGE destaca que essa categoria compõe 50,8% do índice geral do varejo restrito e 34,6% do ampliado.

A segunda atividade que mais contribuiu para a recuperação do varejo restrito em junho foi a venda de móveis e eletrodomésticos, 12,9% maior do que no período imediatamente anterior ao início da pandemia.

“A recuperação do varejo vem muito concentrada em alimentos, cujas vendas não caíram por se tratar de atividade essencial. Essa atividade fecha o semestre com número altos e sustenta o setor quando a trajetória das demais [atividades] não é homogênea”, diz Santos.

De fato, considerando também as categorias adicionais do varejo ampliado (veículos, motos e materiais de construção), sete das 10 atividades ainda não recuperaram as perdas provocadas pela crise. Em junho, o maior déficit com relação ao período pré-pandemia é de tecidos, vestuário e calçados (-45,8%), ainda que a atividade tenha sido a influência mais positiva para o resultado ante maio (53,2%).

Em junho, o segundo patamar mais rebaixado com relação a fevereiro se verifica na venda de livros, jornais, revistas e papelaria (-42,2%), seguido de veículos, motos, partes e peças (-24,8%) e combustíveis e lubrificantes (-15,1%). Apesar disso, na margem, todas estas atividades avançaram.

Material de construção, que compõe o setor ampliado, também é destaque positivo na comparação com fevereiro, com resultado 15,6% superior em junho. Santos explica que essa alta etá ligada ao aumento da demanda das famílias e, portanto, voltada à pequenas obras.

A razão de fundo seria o auxílio emergencial do governo, que teria se convertido em consumo e não poupança para parcela considerável da população e, também, novos hábitos de compra, uma vez que há restrição de serviços.

O mesmo contexto também vale para o bom desempenho de móveis e eletrodomésticos. Nessa atividade, diz Santos, ainda pesou a rápida adaptação a plataformas de varejo online, sobretudo no caso de pequenos comerciantes que não tinham presença nesse ambiente.